terça-feira, 6 de março de 2018

A mente cristã: como um cristão deve pensar? #resenha


A mente cristã: como um cristão deve pensar? (1963) é sem dúvida um dos livros mais cativantes que já li. Para quem se interessa em cosmovisão cristã, e acredita ser importante a existência de cristãos que pensem de forma cristã sobre temas de interesse da sociedade, é super indicado. A obra trata-se, antes de tudo, de uma crítica relevante à adoção do secularismo pelo cristão no âmbito intelectual.  Ao discorrer sobre a ausência de uma mente cristã atuando frutiferamente em assuntos de interesse da sociedade, tais como cultura, política, educação, publicidade, Blamires nos leva a refletir acerca da necessidade da participação do cristão na esfera pública como ser pensante. Uma vez que a ausência do pensamento cristão em tais discussões implica em consequencias gravosas ao homem, pois a visão secularizada da vida humana não concede a ela seu real significado. Este significado só é obtido quando os problemas humanos passam a ser analisados dentro do contexto do eterno, numa perspectiva alicerçada nas doutrinas da fé cristã, onde todas as coisas são vistas "em termos da supremacia de Deus e da transitoriedade da terra, em termos de céu e inferno" (p.12).

A obra é dividida em duas partes. A primeira refere-se a ausência de uma mente cristã (pp. 13-67), e é composta por dois capítulos, onde no primeiro é feita uma exposição da condição de sujeição da mente cristã ao secularismo, bem como de suas consequencias, e no segundo são descritas as diferenças existentes entre o pensamento cristão e o pensamento secular. Na segunda parte da obra, Blamires fala sobre as características da mente cristã (pp. 69-182), e em seis capítulos, cada um destinado à ilustração de uma das faces da mente cristã [excetuando a providencia, a qual é abordada em sua obra: o propósito e o caminho (1957)], o autor descreve o que ela é ou deveria ser. A resenha completa pode ser lida através deste link.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Deuses Falsos - Tim Keller



Neste último final de semana pude ler a obra de Timothy Keller "Deuses Falsos", onde ele fala sobre a idolatria. O autor destaca, logo no início do livro, que qualquer coisa pode vir a se tornar um ídolo e que, embora achamos o contrário, esses ídolos não são coisas ruins. Keller fala sobre aqueles que ele definiu como ídolos pessoais, sendo eles: o amor romântico (p. 39-58), o dinheiro (p. 59-75), o sucesso (p. 77-94), o poder e a glória (p. 95-115), e aqueles que ele definiu como ídolos da nossa cultura ou sociedade, tais como: a cultura do lucro e as ideologias. O livro não apenas aponta tais ídolos, mas também apresenta a forma como podemos findá-los, sendo que para isso devemos identificá-los em nós e substituí-los por Deus.

Foi a primeira do autor que li na íntegra e achei muito interessante. Fiz, inclusive, uma breve reflexão sobre, a qual pode ser vista neste link. O livro demonstra que, no final das contas, nosso coração é uma fábrica de ídolos, sendo capaz transformar até mesmo boas aspirações em idolatria e tornar pessoas bem-intencionadas em seres escravizados e controladores.

Para demonstrar como a idolatria é algo que se encontra muito facilmente no coração do homem, Keller passeia pela vida de personagens bíblicos, como Abraão, Jacó e Jonas, dentre outros. Realmente é uma leitura muito proveitosa e reflexiva!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

AS RELAÇÕES ENTRE A COSMOVISÃO CRISTÃ, O DIREITO E A DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA



Resultado de imagem para estado constitucional e neutralidade religiosa entre o teísmo e o (neo)ateísmo jonatas machado

por Suzi Damazio

Em sua obra Estado Constitucional e Neutralidade Religiosa: entre o teísmo e o (neo)ateísmo, o jurista português Jónatas E. M. Machado apresenta uma análise dos fundamentos para a reivindicação da primazia normativa intemporal e universal dos valores fixados pelo constitucionalismo.