A mente cristã: como um cristão deve pensar? (1963) é sem dúvida um dos livros mais cativantes que já li. Para quem se interessa em cosmovisão cristã, e acredita ser importante a existência de cristãos que pensem de forma cristã sobre temas de interesse da sociedade, é super indicado. A obra trata-se, antes de tudo, de uma crítica relevante à adoção do secularismo pelo cristão no âmbito intelectual. Ao discorrer sobre a ausência de uma mente cristã atuando frutiferamente em assuntos de interesse da sociedade, tais como cultura, política, educação, publicidade, Blamires nos leva a refletir acerca da necessidade da participação do cristão na esfera pública como ser pensante. Uma vez que a ausência do pensamento cristão em tais discussões implica em consequencias gravosas ao homem, pois a visão secularizada da vida humana não concede a ela seu real significado. Este significado só é obtido quando os problemas humanos passam a ser analisados dentro do contexto do eterno, numa perspectiva alicerçada nas doutrinas da fé cristã, onde todas as coisas são vistas "em termos da supremacia de Deus e da transitoriedade da terra, em termos de céu e inferno" (p.12).
A obra é dividida em duas partes.
A primeira refere-se a ausência de uma
mente cristã (pp. 13-67), e é composta
por dois capítulos, onde no primeiro é feita uma exposição da condição de
sujeição da mente cristã ao secularismo, bem como de suas consequencias, e no
segundo são descritas as diferenças existentes entre o pensamento cristão e o
pensamento secular. Na segunda parte da obra, Blamires fala sobre as características
da mente cristã (pp. 69-182), e
em seis capítulos, cada um destinado à ilustração de uma das faces da mente
cristã [excetuando a providencia, a qual é abordada em sua obra: o propósito e o
caminho (1957)], o autor descreve o que ela é ou deveria ser. A resenha completa pode ser lida através deste link.

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